Em resumo
- No Google Ads, nas campanhas de pesquisa, pagas por clique (CPC): o anúncio pode aparecer muitas vezes, mas só pagas quando alguém clica.
- Defines um orçamento diário médio. Num dia, a campanha pode gastar até ao dobro, mas no fim do mês nunca passa de 30,4 vezes o orçamento diário.
- A posição do anúncio depende do lance, da qualidade do anúncio e da página de destino e do contexto da pesquisa. Pagar mais não chega.
- Para um negócio local, o essencial é: palavras-chave certas, zona bem definida e uma boa página de destino.
Quando alguém pesquisa “canalizador em Faro” ou “restaurante de peixe em Olhão”, os primeiros resultados muitas vezes têm a etiqueta “Patrocinado”. São anúncios do Google Ads. A grande vantagem em relação às redes sociais é que aparecem a quem já está à procura do que vendes. Neste artigo explicamos como funciona, quanto custa e o que um negócio local deve configurar, com base na ajuda oficial da Google.
Como funciona o Google Ads
Escolhes as palavras-chave (as pesquisas para as quais queres aparecer), escreves os anúncios e defines um orçamento. Cada vez que alguém faz uma pesquisa, o Google faz um leilão entre os anunciantes interessados e decide que anúncios mostrar e por que ordem.
O que decide a posição: a classificação do anúncio
A Google chama-lhe classificação de anúncios, e diz que entram nela, entre outros fatores:
- o valor do lance;
- a qualidade dos anúncios e da página de destino;
- os limiares mínimos de classificação;
- o contexto da pesquisa da pessoa (local, dispositivo, hora);
- o impacto previsto das extensões e de outros formatos de anúncio.
Por isso, um anúncio relevante, que leva a uma página útil, pode ficar à frente de um concorrente que oferece mais por clique. Explicamos o papel da página de destino no artigo sobre landing pages.
Quanto custa o Google Ads
Pagas por clique
Nas campanhas de pesquisa, o modelo mais comum é o custo por clique (CPC): pagas por cada clique no anúncio. Podes definir um CPC máximo, que é o máximo que aceitas pagar por um clique. O valor real de cada clique varia com a concorrência: pesquisas disputadas (advogados, seguros, obras) custam mais do que pesquisas de nicho.
O orçamento diário médio
Defines quanto queres gastar, em média, por dia. A Google explica que, num dia com mais pesquisas, a campanha pode gastar até ao dobro do orçamento diário médio, mas que no fim do mês não terás gasto mais de 30,4 vezes esse orçamento. Com 10 € por dia, por exemplo, o máximo no mês fica em 304 €. Podes mudar o orçamento a qualquer momento.
Quanto devo investir?
Não há um mínimo que sirva para todos. Faz as contas ao contrário: quanto vale um cliente novo, quantos contactos precisas para fechar um, e quanto podes pagar por cada contacto. As primeiras 2 a 4 semanas servem para perceber o custo real por contacto no teu setor e na tua zona.
E se alguém gerir por ti?
Tal como na Meta, pagas o orçamento dos anúncios à Google e a gestão à parte. Na Fixando, o preço da gestão de Google Ads aparece com uma média de 197 € (de 100 € a 380 €), em valores indicativos atualizados a 22/10/2026.
IVA e faturação
As contas de Google Ads em Portugal ficam associadas à Google Ireland. Segundo a ajuda oficial, se a conta for de empresa, a Google não acrescenta IVA e és tu responsável pela autoliquidação do IVA em Portugal. Um erro comum é pôr o NIF no sítio do número de IVA. Confirma estes dados com o teu contabilista ao criar a conta.
Que tipo de campanha escolher
- Pesquisa: anúncios de texto que aparecem nos resultados do Google para as palavras-chave que escolhes. Para a maioria dos negócios locais é o melhor ponto de partida, porque apanha quem já procura o serviço.
- Máximo desempenho (Performance Max): uma campanha baseada em objetivos que usa automação para mostrar anúncios em vários canais da Google (Pesquisa, YouTube, Gmail, Maps e outros). A própria Google diz que pode complementar as campanhas de pesquisa. Funciona melhor quando já há dados de conversões.
Configurar para um negócio local
- Zona: escolhe a localização onde trabalhas. Pode ser um concelho ou um raio à volta da tua morada (a Google pede um mínimo de 1 km).
- Presença ou interesse: nas opções de localização, a opção “Presença” mostra os anúncios a quem está mesmo na zona. A opção mais ampla inclui quem mostra interesse na zona, mesmo estando longe. Para serviços locais, “Presença” costuma fazer mais sentido.
- Palavras-chave com intenção: “canalizador urgente Faro” vale mais do que “canalização”. Junta palavras-chave negativas para não pagares por pesquisas que não te interessam (“emprego”, “grátis”, “curso”).
- Horário: se só atendes o telefone em horário de expediente, mostra os anúncios nesse horário.
- Medir conversões: instala a etiqueta Google no site e define o que é um contacto (formulário, chamada, WhatsApp). Sem isto, não sabes o que cada euro trouxe.
- Página de destino certa: o anúncio de “limpeza de sofás” deve levar à página da limpeza de sofás, e não à página inicial.
Google Ads ou Facebook e Instagram?
- Google Ads apanha quem já está à procura. Ideal para serviços com urgência ou procura clara: reparações, saúde, advocacia, alojamento.
- Facebook e Instagram chegam a quem ainda não está à procura, mas pode interessar-se. Ideal para restauração, eventos, moda, estética e ofertas visuais. Vê o artigo sobre o Gestor de Anúncios da Meta e sobre quanto custa anunciar no Facebook.
Muitos negócios usam os dois: Google para quem procura, Meta para dar a conhecer.
Perguntas frequentes
Pago se o anúncio aparecer e ninguém clicar?
Nas campanhas de pesquisa com custo por clique, não. Pagas quando alguém clica.
Posso gastar mais do que o orçamento?
Num dia pode gastar até ao dobro do orçamento diário médio, mas no mês nunca mais de 30,4 vezes esse valor.
Os anúncios ajudam a aparecer nos resultados normais do Google?
Não. Os resultados orgânicos são independentes dos anúncios. Para esses conta o site e, no caso dos negócios locais, o Perfil da empresa no Google.
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Fontes (ajuda oficial da Google, consultada a 25/10/2026; preços indicativos):